Pois vejam só!
Ontem à noite, deitada na minha cama, olhando as estrelas do teto do meu quarto, fiz algo que muito fazia e, agora, pouco faço: pensei na vida! Não foram longas horas de pensamento como antes me era permitido(pela idade, pelas atividades cotidianas, pelos compromissos...), mas me fez lembrar o quão satisfatório é me encontrar comigo.
Bem, pensando na vida, lembrei de coisas que eu ia fazer quando... Estranho? Explico. Durante alguns anos, depois que aprendi a usar essa máquina de internet aqui, meu sonho era ter um computador. Antes de ganhar o que tenho, eu ia quase todos os dias em uma lan house próxima da minha casa. Lá, ficava um tempo no MSN, procurando com quem conversar; não passava, de modo algum, mais de três dias sem ver meu Orkut; os e-mails, confesso, não eram todos lidos, mas acessado sempre, no mínimo semanalmente. E pensava: "quando eu tiver computador e internet em casa, vou mudar minha foto no MSN todos os dias, vou estar sempre no Orkut, vou ler todos os meus e-mails, vou ter um blog e escrever nele todos os dias!" Pensava...
Nesse final de semana, entrei na internet para fazer um trabalho, e vi meu Orkut ainda com todos os recados de Feliz Aniversário, Lu! Como minha disposição não era suficiente para apagá-los ou respondê-los, resolvi só rever meu perfil, coisa que não fazia há meses(e nos tempos de lan house fazia toda semana). Então vi o link do meu blog como página inexistente. Aquilo me abalou! Primeiro porque achei que tinha perdido o texto que tinha aqui e em nenhum outro lugar, depois porque me deparei com o conflito de que eu queria tanto ter, queria tanto poder, e quando consegui, abandonei.
Sobre isso que pensava olhando as estrelas do meu quarto. Quantos sonhos, por menores que sejam, eu abandonei pelo caminho, sem nem perceber. Deixei de escrever, de ouvir música, de ouvir rádio de madrugada, de passear na Redenção aos domingos... Nem sei bem por quê! Não foi mudança, porque sinto falta. Mas a vida foi tomando outros rumos, que segui, mas sem ter bem certeza de que me faz feliz. Assim, fico cada vez mais distante do sonho, do instante, do verdadeiramente satisfatório. Fico cada vez mais distante de mim.
Sem falsas promessas de que "apartir de hoje vou escrever mais aqui", me despeço, na esperança de me encontrar novamente em breve.
"O futuro é difícil de encontrar, é que tudo tem seu tempo. Do real para o real, bem quero saber" Alemão Ronaldo(de quem eu também tenho saudades...)
terça-feira, 24 de junho de 2008
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
5 anos...
Lembro de muitas coisas da minha infância, principalmente daquela época até os sete anos, antes de entrar no colégio. Mas essas lembranças todas têm uma peculiaridade: sempre penso que eu tinha 5 anos. Todas as minhas histórias de criança(dos 2 aos 6 anos) começam com "quando eu tinha uns 5 anos..." Meus 5 anos foram o auge da minha criatividade. Eu pensava em coisas que até hoje me surpreendo. E não contava pra ninguém porque sabia que não iam me entender(adultos nunca entendem nada mesmo). Hoje estava lembrando muito disso.
Hoje é dia 10 de outubro de 2007, dia do aniversário de 5 anos do Yan. Essa
pessoa pequena aí do lado!
Fiquei sabendo que eu ia ser Dinda dele quando ele ainda morava na barriga da Paty e parecia ser só mais um bebê fofo na família. Mas não foi! Começou quando eu fui ver ele no hospital: ele era tão lindo! Recém-nascidos não são bonitos, mas o Yan era. Ele era todo diferente, e isso não mudava com o tempo, só aumentava.
Então, fiquei diferente com ele. Passei a compreender como era fácil chorar de felicidade e se emocionar com um sorriso; como é simples ser feliz. Se algumas coisas não iam muito bem e eu não podia ver meu lindinho, ficava no quarto vendo fotos dele e ouvindo a primeira música que cantei pra ele dormir. Essa criaturinha me ensinou a amar de verdade, a amar pelo simples fato de existir, a ser feliz só por saber que ele está ali.
E hoje ele faz 5 anos... E eu não sei o que se passa naquela cabecinha... Porque talvez não tenha mais idade pra compreender quem realmente sabe das coisas. E ele sabe. Ele sabe a hora que eu preciso dele, ele sabe sentir o que as pessoas estão sentindo.
Amanhã é a festa de aniversário dele. E eu vou comemorar meus 5 anos também. Porque o Yan é uma parte da minha vida, todo mundo sabe disso, não tem pessoa que me conheça que já não tenha ouvido uma história sobre ele. Aquela carinha linda vai estar lá, brincando, tirando fotos e assoprando a velinha. E vai ter um momento(ou vários) que eu vou olhar pra ele com vontade de chorar, com vontade de pegar ele no colo e agradecer por ter me ensinado a viver, por existir na minha vida, por me mostrar um mundo lindo que há tanto tempo eu tinha esquecido...
"Quero aprender com teu pequeno grande coração, meu amor, meu amor!"
Hoje é dia 10 de outubro de 2007, dia do aniversário de 5 anos do Yan. Essa

pessoa pequena aí do lado!
Fiquei sabendo que eu ia ser Dinda dele quando ele ainda morava na barriga da Paty e parecia ser só mais um bebê fofo na família. Mas não foi! Começou quando eu fui ver ele no hospital: ele era tão lindo! Recém-nascidos não são bonitos, mas o Yan era. Ele era todo diferente, e isso não mudava com o tempo, só aumentava.
Então, fiquei diferente com ele. Passei a compreender como era fácil chorar de felicidade e se emocionar com um sorriso; como é simples ser feliz. Se algumas coisas não iam muito bem e eu não podia ver meu lindinho, ficava no quarto vendo fotos dele e ouvindo a primeira música que cantei pra ele dormir. Essa criaturinha me ensinou a amar de verdade, a amar pelo simples fato de existir, a ser feliz só por saber que ele está ali.
E hoje ele faz 5 anos... E eu não sei o que se passa naquela cabecinha... Porque talvez não tenha mais idade pra compreender quem realmente sabe das coisas. E ele sabe. Ele sabe a hora que eu preciso dele, ele sabe sentir o que as pessoas estão sentindo.
Amanhã é a festa de aniversário dele. E eu vou comemorar meus 5 anos também. Porque o Yan é uma parte da minha vida, todo mundo sabe disso, não tem pessoa que me conheça que já não tenha ouvido uma história sobre ele. Aquela carinha linda vai estar lá, brincando, tirando fotos e assoprando a velinha. E vai ter um momento(ou vários) que eu vou olhar pra ele com vontade de chorar, com vontade de pegar ele no colo e agradecer por ter me ensinado a viver, por existir na minha vida, por me mostrar um mundo lindo que há tanto tempo eu tinha esquecido...
"Quero aprender com teu pequeno grande coração, meu amor, meu amor!"
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