segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Assim...


Não precisa falar
Prefiro ouvir teu silêncio
‘Palavras são erros’
Só confio no olhar

Deixa o mundo sem perceber
O que realmente interessa
Ninguém compreenderia
O que queremos sentir

É muito mais que o normal pode ser
É muito mais do que qualquer um consegue entender
Nosso mundo é diferente
E não aceita ser comum
Nos encontramos para poder compartilhar
Esta aventura de viver
Cada um no seu lugar
Mas sabendo que não está sozinho
Quando a noite chega
Sabemos que ela é só mais um dia
Com medo de amanhecer

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Minha músicas

Para serem eternas na memória todas as histórias de amores e desamores precisam ter alguns registros: cores, cheiros e sons. Minha memória seletiva (por opção), consegue (sob pressão) confundir as cores e ignorar os perfumes, só não consegue se livrar do som. Não esqueço uma voz nem para o amor nem para o ódio. E o pior desta sina é não conseguir ouvir uma trilha sonora de qualquer história do passado sem sentir de novo um pouquinho do que já senti. A música é uma máquina do tempo para o coração. E por culpa de alguns muitos desamores, meus discos guardam músicas das quais tenho medo.





Quando eu estiver por perto, não aperte o play para:

Vento no Litoral - Legião Urbana
Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana
Pra Gente Passear - Papas da Língua
Por Quase Um Segundo - Cazuza
A Espera - Acústicos e Valvulados

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A lágrima morre no início do sorriso

Não, não é tristeza. Também não é indecisão. Não chega a ser vontade.
É só uma dose de carência misturada com saudade.
Uma breve necessidade de abandonar a razão, de suspirar sem culpa, de abraçar sem medo, de sonhar a vida.

Não é nada. É só o momento.
Amanhã eu volto a ser normal.
Hoje eu só quero ignorar as certezas e os motivos de um dia que já nem existe mais.
E assim acaba. Será?
Pois parece tarde demais para dormir
e cedo demais para acordar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O som não vai embora...

Meu primeiro show foi aos 15 anos. A Larissa me levou para ver Titãs (acho que no Gigantinho). O problema, ou a solução, é que eram 3 ou 4 bandas e dentre elas estavam os Acústicos e Valvulados. E foi amor à prmeira vista. Ou melhor, à primeira escuta, já que eu não via muita coisa da distância em que estava com meus quase 2 graus de miopia.
Não vou contar toda história aqui. Precisaria de alguns dias para isso... Só citei o início porque foi embalada pelas incríveis histórias sonoras feitas em sua maioria pelo Paulo James (coisa estranha chamá-lo assim!) que descobri muito do meu mundo. Inclusive que ele é meu. Como diz a música que o próprio amigo sugeriu.

Adoro viajar. E adoro ir em shows. Nunca deixei de gostar disso. E no tempo em que eu ia sozinha onde eles estivessem, ia cantando...




O tempo passa, a vida muda. Algumas coisas ficam, outras vão, e voltam. Agora já tenho quem seja cúmplice das minhas indiadas. E já rolam algumas variações para quando os gurizes estiverem fazendo shows muito longe daqui. Mas só porque teve uma música para embalar a viagem também...





Agora vou embora, porque o ônibus sai cedo hoje!

Abraços!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O tempo

Você precisou parar para pensar
No momento em que eu nem pensava em parar
Foi difícil para mim.
Mas agora, passou.
Sinto informar que já não sinto nada
E se sobrou algo
Tornou-se um daqueles objetos que de tão bem guardados
a gente até pensa que perdeu.

Lamento.
Foi uma história linda.
Mas eu me amo demais
para me perder de novo no mesmo abraço
que um dia me faltou.

Ainda moro no mesmo lugar.
Mas agora estou em paz.
E não posso oferecer mais que um ombro amigo
para consolar a minha ausência em ti.




http://www.4shared.com/audio/4iUPR1ix/acusticosevalvulados-acusticos.htm