terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dúvidas

Preciso de um tempo pra pensar em desistir.
Ou será que quero desistir de pensar por um tempo?

Talvez fosse bom viajar sem rumo ouvindo a música certa.
Mas acho que vou ouvir a música que quero para definir o rumo da minha viagem.

Passei um tempo levando a sério o que eu sentia para ser diferente.
E agora faço diferente, porque acho que o que sinto não é sério.

O tempo está instável.
Isso afeta a vida de muita gente.
Então me permito ter minhas próprias tempestades.
Num copo d'água?
Sim, meu mundo é isso.

As perguntas movimentam o universo.
E a mim também vão movimentar.

Não sei se tenho certeza que estou em dúvida.
Ou se duvido que tenho certeza.

E assim que resolver esse dilema,
decido o mais antigo:
se devo me casar
ou continuar andando de bicicleta.

Da agenda em 18 de setembro deste ano

Eu não parei de escrever, só estava com preguiça e pouco tempo para entrar no blog e postar. Não sei bem porque vou colocar este que estava perdido na agenda no dia citado. É meio particular demais, excessivamente autobiográfico para ir aqui, mas vai.


Não basta me olhar antes de sair de casa, preciso me olhar na volta. O olhar da saída é superficial; o da volta é analítico. Na volta, não olho o que os outros vão ver mas o que eu quero ver.
O retorno de uma noite na rua faz com que o espelho mostre uma imagem mais honesta de mim: sem salto, com cabelo bagunçado, roupa amassada, maquiagem borrada. E o grande desafio é que a imagem da volta me agrade, que eu goste de mim ali, sem máscara.
Na vida, eu já saí da festa, já não me vejo mais arrumada para os outros. Eu aprendi o caminho de volta para casa e contemplo por mais tempo o espelho quando chego do que quando saio. Faço meu retrato, analiso os detalhes, relembro momentos; preciso saber o que trouxe comigo desta noite.
Foi muito tempo até ter coragem de me olhar. Aprendi isso graças ao encanto que mantenho pela dramaticidade das lágrimas fazendo escorrer o rímel preto. Não tenho mais porque chorar. Ficou o hábito da observação e a cumplicidade que tenho com quem o espelho me mostra.




Trilha sonora 1:




Trilha sonora 2:

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Assim...


Não precisa falar
Prefiro ouvir teu silêncio
‘Palavras são erros’
Só confio no olhar

Deixa o mundo sem perceber
O que realmente interessa
Ninguém compreenderia
O que queremos sentir

É muito mais que o normal pode ser
É muito mais do que qualquer um consegue entender
Nosso mundo é diferente
E não aceita ser comum
Nos encontramos para poder compartilhar
Esta aventura de viver
Cada um no seu lugar
Mas sabendo que não está sozinho
Quando a noite chega
Sabemos que ela é só mais um dia
Com medo de amanhecer

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Minha músicas

Para serem eternas na memória todas as histórias de amores e desamores precisam ter alguns registros: cores, cheiros e sons. Minha memória seletiva (por opção), consegue (sob pressão) confundir as cores e ignorar os perfumes, só não consegue se livrar do som. Não esqueço uma voz nem para o amor nem para o ódio. E o pior desta sina é não conseguir ouvir uma trilha sonora de qualquer história do passado sem sentir de novo um pouquinho do que já senti. A música é uma máquina do tempo para o coração. E por culpa de alguns muitos desamores, meus discos guardam músicas das quais tenho medo.





Quando eu estiver por perto, não aperte o play para:

Vento no Litoral - Legião Urbana
Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana
Pra Gente Passear - Papas da Língua
Por Quase Um Segundo - Cazuza
A Espera - Acústicos e Valvulados

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A lágrima morre no início do sorriso

Não, não é tristeza. Também não é indecisão. Não chega a ser vontade.
É só uma dose de carência misturada com saudade.
Uma breve necessidade de abandonar a razão, de suspirar sem culpa, de abraçar sem medo, de sonhar a vida.

Não é nada. É só o momento.
Amanhã eu volto a ser normal.
Hoje eu só quero ignorar as certezas e os motivos de um dia que já nem existe mais.
E assim acaba. Será?
Pois parece tarde demais para dormir
e cedo demais para acordar.